quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Udon no Kuni no Kiniro Kemari #04 e #05

Sempre que possível vou tentar acompanhar um anime amorzinho como esse a cada nova temporada. Parece que vai limpando minha alma e meus crimes contra o mundo imaculado dos otakus e de seus ídolos blogueiros. huhu

No episódio anterior... Souta admitiu que sente falta da cidade natal e foi acordado de madrugada para ir pescar com seu amigo médico e impaciente: Shinobu Nakajima.


Então quer dizer que somos odiadas pelas crianças, Rinko?


Udon no Kuni no Kiniro Kemari
4º episódio
E tem quem ODEIE o pequeno Poco! Gente, vamos odiar o nome, não a fofura, ok?
Opinião: Tudo bem que Udon no Kuni não tem aquela carga amarga que Amaama to Inazuma conseguia esfregar na nossa cara, porém, ainda é um tanto doloroso acompanhar esses problemas familiares.

Aliás, foi esse o assunto recorrente dos dois episódios.
Começamos aqui com as tretas entre a família Tawara e depois passamos para as dores, quase que literais, dos Nakajima.

Eu gosto muito de Udon no Kuni, pois ele tem tudo o que mais me relaxa: animação agradável, arte bonita, fofura e um plot leve que também contém profundidade.

Esse anime é uma bênção.

Neste episódio finalmente conhecemos a irmã de Souta, a Rinko, que pelo que deu para ver é casada (anel no dedo anelar esquerdo) e preferiu não ter filhos.

Maternidade é uma das "obrigações" mais cobradas da mulher. A sociedade pede muito para que sejamos impecáveis, zelosas, ótimas donas de casa e mães ainda melhores.

O grande problema é que nem todas as mulheres têm vocação para ser mãe ou desejam desempenhar essa função. Não estou aqui para julgar escolha pessoal de ninguém, eu respeito e endosso a decisão que for tomada com sinceridade e determinação.
GENTE, TÃO VERÍDICO ISSO DE CRIANÇA SE MELANDO TODA COM SORVETE. MORRI MUITO.
Por isso uma das coisas que eu mais tenho amado nesses últimos animes é a questão da paternidade.

Em Amaama tínhamos um pai solteiro (por viuvez) cuidando de uma filha pequena. Mesmo cansado do trabalho, doente ou inseguro, o professor Inuzuka pensava vinte quatro horas por dia, sete dias por semana, em sua adorável Tsumugu.

Paternidade não é cobrada como "obrigação" do homem, assim como vemos a maternidade sendo um dos papéis mais importantes da mulher.

Também concordo que nenhum dos dois deve ser "obrigado" a nada, porém, julga-se muito mais uma mãe "relapsa" do que um pai "ausente".

As desculpas são extremamente patéticas e sexistas, eximindo o homem de boa parte da criação e responsabilidade para com a criança.

E aqui temos Souta, que mesmo não sendo pai biológico de Poco consegue se virar muito bem no papel.
Pense numa pessoa que cortou um dobrado para enrolar a irmã sobre a paternidade de Poco.
Na minha ideia sobre esta série, o tanuki que se transforma em pimpolhinho serve como um agente transformador. Acho que já comentei algo do tipo num dos posts anteriores.

Ele acaba resgatando as memórias esquecidas pelo tempo e de alguma forma harmoniza situações que não conseguiam se encaixar muito bem.
Rinko e Souta acabam se questionando sobre as escolhas que fizeram durante o passeio que fazem num templo dedicado aos tanukis.

Belo lugar para levar o Poco, Souta imbecil. hehe

Depois de se verem numa situação complicada com o tanukinho pulando numa ponte não muito segura, Rinko salva o pequeno e vai aos poucos deixando aquele jeito ríspido de lado, ganhando até mesmo uma declaração do pequerrucho.

É muito amor para um coração duro como o meu.

Udon no Kuni no Kiniro Kemari
5º episódio
Cara, está aí um negócio que nunca vou participar: encontro de turma. DEUS ME LIVRE!
Opinião: Eu preciso confessar: ADORO ESSE MONSTRO CHAMADO SHINOBU NAKAJIMA. É todo torto, todo errado, altos problemas, mas eu adoro.

Ok, que ele maltrata o Poco e eu tenho vontade de dar na cara dele, só que o rapaz tem algum carisma... E é dublado pelo Tomokazu Sugita, que eu gosto muito.

Este episódio além de puxar as lembranças dos tempos de escola, ainda trouxe os mesmos questionamentos que pairaram sobre a família Tawara.
Enquanto Souta preferiu "fugir" da sucessão do restaurante, Shinobu acabou seguindo medicina, ainda que não tenha assumido o hospital de seu pai.

Os amigos acabaram trilhando caminhos um tanto diferentes, caindo na mesma sinuca de bico e mantendo algumas rusgas com seus progenitores.

Com a aparição do cachorro QUE MAIS PARECE UM URSO da nossa amiguinha fofa, acabamos assistindo uma memória traumática do pequeno Souta com cachorros.

Ele sofria bullying por ter "cheiro de sopa" e é por conta disso que eu acho que o garoto resolveu não assumir o restaurante. Juntou o bullying, com a adolescência que é a pior fase da vida de um ser humano e ferrou a bagaça toda, já que em memórias anteriores vimos um Souta interessado em seguir os passos do pai.
Meu sonho é ver o pai dela enquadrando o Souta com "EU SEI QUE O POCO É UM TANUKI". Sim, de novo, porque Jun Fukuyama dublando monge/sacerdote é bom demais.
Tiveram duas partes que bateram com força neste episódio:
-Quando o Souta aconselhou o amigo a conversar com o pai enquanto ele ainda está vivo;
-E o Shinobu reclamando da estufa, que o pai fez para plantar abacaxis, fruta predileta do filho quando mais novo.

Tantos significados e pitadas de dor que a gente não precisava, né?

Do jeito "Nakajima" de ser, depois da ida a um onsen (fonte termal), pai e filho começaram aos poucos a se entender.

Agora só nos resta saber que rolo que deu no trabalho do nosso "nasci com dom para a paternidade" e ver como tudo irá se desenrolar.

O MAL já confirmou, teremos apenas doze episódios que eu espero serem cheios de amor e não me façam chorar de jeito nenhum.
Pareço essa bruxa do desgosto e escrotidão, mas sou meio chorona.

Nos vemos no próximo episódio de Udon no Kuni no Kiniro Kemari!

Por Kimono Vermelho aquela que gosta de encher o coração de fofura para ver se fica menos escrota neste blog - 09/11/2016

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